O Antipetismo

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Posso estar errado no que vou dizer, mas acredito que o antipetismo existe antes mesmo do próprio PT existir.

 

A elite brasileira sempre foi contra a Esquerda e pensamentos Progressistas, pois isso sempre foi de encontro aos privilégios que a mesma sempre teve.

Podemos exemplificar isso com o fato de que o Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão, e, mesmo assim, essa abolição foi deixar os ex-escravos na rua com uma mão na frente e outra atrás, sem nenhum auxílio para começar essa nova vida.

Ao fazer a abolição dessa forma, a elite automaticamente manteve a escravidão, pois criou uma nova classe social de excluídos, que fariam qualquer coisa pelo mínimo que fosse para sua subsistência.

 

Os Petistas dessa época eram os abolicionistas e os próprios escravos, que, no raciocínio de privilégios da elite, não deviam ter direitos e sua vida seria apenas para servir aos seus donos.

 

Todos que defenderam ou lutaram por mais direitos, reforma agrária ou qualquer outra mudança que pudesse fazer a vida da classe dos excluídos melhorar, e, por consequência, aumentar o custo de ter esses escravos assalariados, foram mortos, condenados, presos, excluídos, exilados e torturados.

 

Desde a nova democracia brasileira (1988-2014) o alvo desse ódio tem sido a Esquerda, e, especialmente, o seu partido com maior protagonismo, o PT.

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Em 89 Lula foi roubado da eleição de presidente pela globo, e desde então, a mídia tem feito uma campanha negativa sórdida contra o partido, suas lideranças, membros e militância.

 

Em 98 FHC paga a emenda da reeleição e ninguém fala nada.

 

Finalmente, em 2002, o povo consegue vencer a elite e um governo de centro-esquerda emerge no maior cargo executivo do país!

 

Os governos do PT não foram revolucionários, pelo contrário, foram democráticos e republicanos o máximo que se pôde ser.

 

Em 13 anos de governo, não conseguiram desfazer as injustiças criadas ao longo de 500 anos. Mas, muitas pessoas deixaram de serem miseráveis, muitos passaram a poder comer direito, muitos pequenos negócios surgiram e cresceram, os negros e pobres entraram na faculdade e se formaram, muitos viajaram para fora do país e voltaram doutores, outros tantos doutoraram aqui mesmo, o número de instituições de ensino superior cresceu a uma taxa incrível e todos ganharam dinheiro como nunca antes, até a elite.

 

Sim, houve o mensalão, mas em um congresso tão viciado na corrupção e em olhar o próprio umbigo, de que outra maneira conseguiria aprovar mudanças e leis que favoreceram o povo?

 

Nesse momento o antipetismo mostrou sua cara. Ali a fórmula foi testada. A união entre a velha grande mídia e o judiciário, gerou condenações esdrúxulas, mas que foram a base para o que viria anos depois. Nenhum dos envolvidos nessa situação é inocente, principalmente o ministro do supremo que virou um dos primeiros idolatrados por uma população mal-informada e enganada pela mídia.

 

A partir dai estava declarada a guerra entre a velha grande mídia e o governo e o PT, mas, infelizmente o PT não recebeu essa declaração de guerra e continuou com seu projeto democrático e republicano.

 

A classe média, grande massa de manobra do Brasil, que acha que é rica, mas não é e tem nojo de pobre e não estão tão distante assim deles, se sente a maior injustiçada! Enquanto os ricos continuam ficando cada vez mais ricos e sonegam impostos, e os pobres só pagam os impostos via consumo e recebem benefícios de ajuda do governo, a classe média se viu pagando a conta pelo restante do Brasil viu seu poder ir se reduzindo, e com isso seus privilégios, como empregadas escravas foram acabando, ainda mais após a legislação de direitos das mesmas que o governo fez.

Além disso, como o poder dos pobres foi aumentando, tanto a classe média, como os ricos, começaram a conviver em aviões, restaurantes, nos seus balneários de férias, entre outros bons locais, com as pessoas que eles não viam, por que faziam usar o elevador de serviço.

 

Com todo esse ressentimento de privilégios perdidos, não foi difícil para a mídia criar o sentimento antipetista. As pessoas que já não tem consciência de classe e nem se informam direito, acabaram virando uns direitistas defensores de fascismo, sem nem perceber.

 

O golpe final veio com a investigação que juntou uma série de esquemas de corrupção menores e tornou-os um grande esquema, mesmo que os mesmos não tivessem ligação entre si. Surge mais um juizinho para ser idolatrado que, com mais condenações absurdas prendeu Lula. E o congresso no mesmo ritmo golpista removeu a presidenta Dilma.

 

A essa altura, a mídia já tinha juntado na mente das pessoas a palavra corrupção e o nome do PT.

 

O resultado final disso foi a eleição de bolsonaro, um político profissional, corrupto que foi eleito pelo povo com a imagem exatamente oposta a realidade.

 

PSDB, o braço político do consórcio antipetista entre o mesmo e a mídia e o judiciário partidarizado, no fim das contas quase morreu, e agora é um partido sem expressão e força. Sem contar que foi raptado no seu coração, SP, por joão doria.

 

Na Esquerda, também temos antipetismo e resultados do mesmo.

 

Vários políticos saíram do governo, alguns até da Esquerda, vide Marina Silva, Cristovam Buarque, Marta Suplicy, entre outros que preferiram o dinheiro a integridade.

 

Outros se mantiveram na Esquerda, mas saíram do partido, com isso tivemos a formação do PSOL, que foi uma das vozes mais fortes do antipetismo de Esquerda, mas nos últimos tempos, com o país sofrendo tantos golpes, parece ter alcançado a razão. Não sem antes nos presentear com pérolas como Heloísa Helena, Cabo Daciolo, etc.

Para ser justo com o PSOL, ele também nos deu Freixo, Marielle, Tarcísio, Jean Willys, entre outros.

 

Alguns partidos se mantiveram juntos e formaram uma boa frente, como o PCdoB de Manuela d’Ávila e em muitos momentos o PDT do saudoso Brizola, mas nessas últimas eleições, dando uma aula de ignorância histórica e de falta de pensamento tático, ciro gomes resolveu brigar com o PT e contribuiu para a eleição de bolsonaro, e com isso, será relegado a seu local de direito, a lata de lixo da História.

 

A força do PT ainda é sua militância, a sua união com o povo, que apesar de ter diminuído, ainda é a maior que qualquer partido do país tem, e, além disso, os movimentos sindicais e sociais andam junto com ele, movimentos como o MST e o MTST, que nos revelou Boulos, um grande nome para o futuro.

 

Enfim, apesar do antipetismo, tanto vindo da elite, quanto da mídia, da direita, Esquerda, de todos os lados, o partido sobreviveu e ainda é o mais forte do país. É certo que, apesar das suas posições como reformista, democrático e republicano, o PT vai precisar reaprender a lutar, pois para acabar com o antipetismo, só derrubando a velha grande mídia, só lutando contra o capital, só enfraquecendo a elite e fortalecendo posições progressistas dentro das instituições que guardam o Estado Democrático de Direito, Estado esse que não vemos por esse país há, pelo menos, uns cinco anos, ou mais.

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O Antipetismo

Por que ele ganhou?

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Como foi essa votação de segundo turno?

 

Votos válidos: 55,13% bozo x 44,87 % Haddad

Votos Totais:

bozo 39,24%

Haddad 31,93%

Pilatos 28,83%

 

Não bozo 60,76%

 

O que chamo de Pilatos acima é a soma das abstenções, votos brancos e nulos, ou seja, aqueles que assim como Pilatos, lavaram suas mãos para o futuro do Brasil.

 

Por aí vemos que ao invés do discurso de maioria dele, ou do discurso sobre divisão ao meio do Brasil, vemos que estamos falando na verdade de terços.

 

Agora, vamos tentar entender esse terço dos brasileiros que caiu nesse canto da sereia dele.

 

10 motivos para a vitória dele:

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1- Antipetismo, tanto o de direita, fabricado por PSDB e afins e alimentado por globo e a grande velha mídia, quanto o de esquerda, que gerou a divisão da mesma e bizarrices, como ciro gomes.

 

2- A falta de diálogo da esquerda, não só com os mais pobres, mas com a classe média, que se vê abandonada, pagando a conta por “benefícios” que não a beneficiam. Faltou mencionar os evangélicos, que estão sendo usados como massa de manobra violentamente!

 

3- A força do capital na velha grande mídia, como sempre.

 

4- A força do capital em meios novos, como redes sociais e Whatsapp.

 

5- A mal informação e desinformação da grande maioria da população, que se fia nos meios dos itens 4 e 5 para se “informar”.

 

6- O comportamento de torcida aliado ao comportamento de que “política só se faz/discute na época de eleição”

 

7- O descontentamento com a corrupção, a política e “tudo que está aí” e com isso a busca por um candidato antissistema e honesto, como se bolsonaro fosse isso.

 

8- As notícias falsas, tanto contra a Esquerda e o PT e Haddad, tanto a favor de bolsonaro e também as feitas apenas para criar desinformação, para criar polêmicas inúteis, para criar cortinas de fumaça.

 

9- A velha disseminação da “Ameaça Comunista” como se a mesma realmente existisse. Mais uma notícia falsa.

 

10- A propagação de uma nostalgia e um saudosismo absurdo com o tempo da ditadura militar.

 

Vou parar por aqui, se alguém quiser acrescentar mais alguma coisa, comente, entre em contato nas redes sociais e podemos alterar esse texto. Entender o que houve nessas eleições é o começo para a retomada do progresso no Brasil.

 

Por que ele ganhou?

Deve ser muito difícil não ter no que acreditar.

pablo (4)

 

Nessa terça 23/10 fui ao evento do Haddad na Lapa, fui com minha mãe e meu padrasto, todos de vermelho. Fomos de ônibus até a Praça Tiradentes e de lá andamos até a Lapa.

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No caminho me peguei fazendo um contrafactual: e se fôssemos confrontados por algum “cidadão de bem”.

 

Sempre extrapolamos isso para alguma forma de confronto corporal, a humanidade tem certo fetiche com a violência, isso com certeza colabora para esse eterno desejo fascista que ronda a sociedade.

 

Depois de viajar nesse UFC político, comecei a implantar a razão e tirei a violência física e agressão do cardápio, coisa que todos deviam fazer, então a fantasia do diálogo surge. Porém, concordo que alguns indivíduos não estão muito dispostos a diplomacia e minha ilusão mental parou nas agressões verbais à distância.

 

Então imaginei que seria “xingado” de comunista, petralha, essas coisas…

 

E me vi respondendo o seguinte: “Deve ser muito difícil não ter no que acreditar!”

 

Essa frase está ecoando na minha cabeça, ainda mais depois de ouvir os discursos do evento.

Aquelas palavras nos tocavam a todos ali, e nos tocaram por que todos acreditamos nelas, acreditamos nesse possível futuro, nos emociona pensar em um Brasil, um mundo até, em que desigualdade seja coisa do passado distante, assim como são os homens da caverna, para nós.

Não só desigualdade, queremos um mundo com o fim dos preconceitos, sem racismo, misoginia, homofobia, xenofobia, etc.

 

Esse é o sonho progressista, e tenho uma notícia triste para os conservadores: esse sonho vai se realizar queiram eles ou não.

 

Conservadores realmente não tem no que acreditar. O sonho de futuro deles é o passado.

Eles precisam começar a entender duas coisas:

 

1- A única constante na vida é a mudança; e

 

2- O tempo não anda para trás.

 

Por mais que eles tenham essa nostalgia doente, as condições que existiam no passado não vão voltar.

 

Não vamos voltar à escravidão, nem a ter sociedades segregadas e nem ao nazismo e o fascismo.

 

Pode demorar, e vai, mas vamos chegar nessa utopia.

 

Deve ser muito difícil não ter no que acreditar.

Eleições, Extremos e o Voto Útil

pablo (2)O processo eleitoral, ou seja, as eleições são a representação maior do processo democrático.

Nas Eleições, todas as partes do espectro político e ideológico são representadas (ou deveriam ser) e competem em condições de igualdade (também deveria ser) pelo voto dos eleitores e a chance de representar esses mesmos eleitores nos poderes legislativo e executivo.

Se esse conceito funcionar como planejado, teremos realmente uma festa da democracia representativa, todo mundo pode se sentir representado na disputa eleitoral e no fim, os votos elegem os representantes do povo.

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Nessas Eleições de 2018 temos cinco cargos em disputa: dois do poder executivo: Presidente e Governador; e três do poder legislativo: Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual.

O poder legislativo faz as leis, e com isso dita as regras do jogo, e todos nós somos sujeitos a essas regras, e o poder executivo pode aprovar ou não essas mesmas leis e controla como o orçamento do país ou do estado, no caso dessa Eleição, vai ser usado, sempre respeitando as regras criadas pelo poder legislativo.

Ambos os poderes devem tomar suas ações baseados nos desejos e necessidades da população, afinal, são nossos representantes eleitos. Eles podem não saber diretamente nossos desejos, mas conhecem nossas necessidades, e, para sabermos o que eles pretendem fazer com o nosso voto e o nosso orçamento, eles devem ter planos de governo e propostas, sendo do poder executivo, e projetos de leis e ideias (ideologia), no caso do poder legislativo.

Ao povo cabe a fiscalização se os mesmos vão seguir o que pregaram durante a campanha eleitoral e protestar muito (mesmo!) caso isso não aconteça.

Dito isso tudo, é sempre bom lembrar que por aqui, se dá muita importância aos cargos executivos (que realmente tem muita importância) e pouca aos legislativos, que é um grande erro. Boa parte da responsabilidade desse erro é da cobertura parcial que a grande mídia antiga tem, que, praticamente, não fala sobre os cargos legislativos, pesquisas de intenções de votos nesses cargos e não tem nenhum tipo de cobertura dos projetos e da ideologia dos candidatos.

Com isso, o povo também não valoriza e não se informa sobre esses cargos e vai elegendo qualquer um, como exemplo temos: Tiririca, bolsonaros, Russomano, atores, ex- jogadores de futebol, uma série de pessoas que não tem nada a ver com a política.

E, além disso, reelegem figuras que vivem de favores locais, tal quais mafiosos de filmes, que resolvem problemas que são responsabilidade do Estado resolver de qualquer jeito e com isso ganham a simpatia da população, que, sem informação do que eles realmente fazem, votam neles de novo.

Um último detalhe na desinformação sobre esses cargos, mas, talvez o mais importante: Essa falta de conhecimento faz com que as pessoas votem em candidatos e até partidos opostos no espectro político-ideológico, não adianta votar em um presidente ou governador de Esquerda e cobrar dele, se votou em legisladores de direita. Ou vice-versa. Os votos devem ter uma coesão ideológica e política, senão não adianta querer que as coisas sigam por um caminho, se votou de qualquer maneira!

Falando em direita e Esquerda, muito tem sido dito sobre polarização, extremos e radicalização. Mas é necessária uma análise cuidadosa sobre isso.

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No cenário atual da disputa presidencial (03/10/18) temos como líderes bolsonaro e Haddad, e seguindo com algum percentual de intenções de voto nas pesquisas (que são suspeitíssimas e falhas) Ciro, Alckmin, Marina, Meirelles, Amoedo, Boulos e Daciolo. (talvez nem todos esses tenham grandes chances, mas tem sido assunto por aí, e aqui eu menciono quem eu quiser).

Desses candidatos, o único REALMENTE com posições e discurso radical é bolsonaro.

Nem Boulos e Daciolo têm propostas RADICAIS, tem projetos que ainda buscam a governabilidade no modelo atual (coalizão).

Alckmin, Marina, Meirelles e Amoedo gostam de serem chamados de “centrão”, mas na verdade são de direita, no máximo centro-direita. Mas longe de qualquer extremo.

Ciro é muito mais centro do que Esquerda, mas pode ser classificado como centro-Esquerda.

E Haddad? Bem, nem Haddad, nem o PT são ou já foram (nos seus governos) radicais ou extremos, não dá nem pra classifica-los como Esquerda, são centro-Esquerda, com presidencialismo de coalizão.

Ou seja, esse argumento de que a Eleição vai acabar resumida em uma disputa de extremos entre Haddad e bolsonaro, é mais furado do que peneira, o único radical ali é o capitão expulso do exército! Haddad é um professor, fez uma Prefeitura super-humanista em SP e um excelente ministério da Educação.

Esse assunto de extremos tem trazido à tona outra questão, o chamado Voto Útil.

Entendo os defensores do voto útil, e entendo sua função também, mas não acredito que esse seja o momento para utilizar dessa “ferramenta”.

As Eleições, como disse acima, são o momento para o embate de ideias e de propostas. A motivação pelo voto deve ser ideologia, afinidade com as ideias desse ou daquele candidato, o currículo e histórico político do mesmo e a expectativa de governo ou legislatura que o mesmo inspira no eleitor. As pessoas devem votar no candidato que as represente, e não no candidato que se propõe a ser anticandidato ou antipartido.

Ao votar em um candidato apenas para evitar outro, o eleitor se coloca a mercê daquele candidato, afinal, ele teve o seu voto, e é seu representante oficial e legítimo.

Se você tem um candidato (a) que te represente, vote NELE ou NELA, não se guie por pesquisas, elas dificilmente retratam a realidade, basta lembrar que as vésperas da eleição de 14, Aécio vencia nas pesquisas.

A única ressalva que faço no que disse acima é no caso de 2º turno. No 2º turno, temos apenas duas opções a escolher, e, se o candidato que mais te representava não está mais na disputa, anular seu voto é sempre uma opção, porém, nesse caso, eu considero utilizar o voto útil, e admito que já o fiz, mas no 2º turno, que é o momento certo para isso.

Resumindo:

  • Dê a devida importância aos cargos legislativos e pesquise sobre seus candidatos;
  • Quando for votar, faça com que todos os seus votos tenham uma coesão ideológica, e não apontem um pra cada lado;
  • Se determinado candidato te representa, vote NELE, e não ligue para pesquisas;
  • NÃO vote em um candidato só por que ele se posicionou como anti outro candidato, se ele fez isso e não apresenta mais um projeto, ele não deveria nem estar mais ali;
  • Se o seu candidato não passar para o 2º turno, pode anular seu voto, não é obrigado (a) a seguir com isso, mas saiba que você vai estar aqui sob o governo de quem ganhar.
  • A hora correta para o VOTO ÚTIL é no 2º turno, se feito antes disso, é sinal de que ou você, ou o candidato que mais te representava, não tem personalidade e independência de escolha.

 

Eleições, Extremos e o Voto Útil

Livros e Futuro da Internet

pablo (1)

Estava vendo um ótimo programa no canal Curta! sobre as visões do mundo da escritora Alice Walker (Não conhece? Joga no Google) e ela falou uma coisa interessante sobre o futuro dos livros impressos.

Cada vez mais os livros são comercializados no formato digital, e aos poucos, as pessoas vão se desfazendo dos livros “físicos”, até aí nada demais, certo?
Entendo o movimento pela digitalização, economia de espaço, menos papel, menos árvores cortadas, tudo ótimo. E também entendo a preferência pela sensação de segurar um livro, sentir o cheiro dele e tudo mais, na verdade, eu até me encaixo mais na turma do livro físico do que na do digital.

Mas a crítica dela tocou em outro ponto que realmente dá o que pensar.

Ela levantou a questão sobre as fontes desses livros digitais, pois, se as pessoas acabarem com os livros físicos vão ficar dependentes dos fornecedores dos livros, sejam Amazon, Google ou a fonte que queira.
O problema é ficar refém da vontade desses fornecedores. Em um mundo que os livros são artigo controlado por empresas, quem me garante que serão publicados livros que são contrários aos interesses deles?

Podem argumentar que através das editoras, os livros já são controlados por empresas, porém, o mercado editorial é muito amplo e pulverizado e com isso temos muitas editoras que são dedicadas a diversos nichos, o que faz com que dificilmente alguma coisa relevante deixe de ser publicada.

Claro que o capital já domina esse mercado e infinitas coisas irrelevantes são publicadas, mas essa é uma infeliz realidade com a qual temos que conviver, pelo menos por enquanto.

Agora, se o futuro dos livros ficar nas mãos de dois ou três empresas, nós vamos ficar a mercê delas, e quem disse que a Amazon vai vender um livro que a critique, ou critique a forma com que ela faz negócio? Ou o próprio capitalismo?

Essa história toda me fez pensar na historia e no futuro da Internet, que é, afinal, o local aonde a maioria dos negócios de compra de livros será feitos no futuro, principalmente os digitais, ninguém vai à loja pra baixar um livro no Kindle.

Me considero um veterano da Internet, conheço outras pessoas bem mais veteranas do que eu, mas a minha experiência é o bastante para esse texto, afinal, quando eu entrei na Internet “tudo isso aqui era mato”… Mato e Bate-Papo do UOL, mas isso é assunto para outro dia, ou nunca…rs

Enfim, quando cheguei aqui era conexão discada, na madruga pra economizar e nada de streaming, aliás, na velocidade que já naveguei, nem downloads eram muito recomendáveis… Pra baixar uma música era uma hora… Hoje em dia eu baixo um filme em minutos, ou menos.

Fico vendo essa galera que usa a internet hoje em dia e todo mundo só quer saber de Netflix, Deezer, esses streamings da vida, se bem que com 4G, streaming rola de boa no celular, os jovens não sabem a aventura que era um download com medo da conexão cair a qualquer momento. E, além disso, não sabem o que era a caça pelo conteúdo na rede, escuto muito por aí reclamações quando determinado filme não está no Netflix, ou vai sair do catalogo deles, que já é mínimo.

“No meu tempo” a gente caçava os filmes, pegava vírus, levava dias baixando e não era o filme que a gente queria, mas a busca era divertida, frustrante, mas divertida.

Quando achava, pra compartilhar era outra epopeia, gravava em CD-R, errava na gravação, desperdiçava a mídia, prejuízo terrível, tinha que ir ao Centro pra comprar mais.

Mas eram tempos legais.

Não pensem que estou escrevendo esse texto por pura nostalgia, e nem que estou fazendo uma apologia à pirataria, longe disso, LEITORES, NÃO FAÇAM DOWNLOADS ILEGAIS!!!! COMPREM TUDO DIREITINHO COMO O DEUS CAPITAL MANDA, VIU!

Bem, tá feito o aviso.

Mas, eu sou de uma época que se você queria ter uma música, bastava o rádio na hora certa e uma fita cassete, ou então um rádio que gravasse a partir do vinil ou do CD, ou de outra fita. Se quisesse um filme, bastava um videocassete e esperar a hora certa para gravar quando passasse na TV.

Pessoalmente acredito que artistas devam receber por sua arte, mas, também acredito que ela deve ser livre, não deveria ser um crime compartilhar arte.

E, mais do que isso, o grande problema da Internet hoje em dia é que não é mais “só mato”, agora o capital entrou pra valer nisso aí, a rede tinha começado como um grande mundo virtual de liberdade, aonde você não precisava ficar refém das TVs, dos jornais e revistas, ou seja, da grande mídia, para ter o conteúdo que quisesse, e, ainda melhor, sem comerciais, sem anúncios, a arte, ou a informação era entregue a você pura, sem interferências. Mas, parece que gostamos de ser tutelados, controlados, e agora a Internet é o quintal das grandes companhias!

Acessamos o Facebook, que escolhe o que vamos ver e quais anúncios vamos ver, o You Tube faz o mesmo, assim como a Netflix, o Deezer e todos esses sistemas, e pior do que isso pagamos para sermos controlados por alguns deles.

Alguns podem argumentar que ainda temos liberdades, podemos criar nosso conteúdo, podemos buscar o que queremos ver, não precisamos ficar vendo só o que é recomendado pelos sistemas, e etc. Ok, é assim que eu ainda navego, mas eu sou da velha guarda, vai me dizer que você, jovem leitor, ou os jovens que você conhece exercem esse poder todo de escolha? Ou funciona assim: “Se não tem no Netflix, não existe.”?

Muito bom, saímos(?) da TV e seu controle, para cairmos nas redes da Internet e seus controles, com bots, fake news, páginas hackeadas, sem falar no próprio controle dos donos das redes e seus interesses.

A liberdade não vem pra quem fica sentado no sofá da zona de conforto, conseguimos um monte de coisas da Internet, por que fomos com facões capinando e abrindo trilhas, não dá pra confiar em organização de protesto anti-capital em rede capitalista, não dá pra confiar em provedor de conteúdo que cobra dinheiro, afinal, “o mecanismo” tá lá na Golpeflix pra provar quais são as intenções…

Enfim, precisamos voltar a buscar as coisas, a nos informar direito, a não ficar dependente de provedores de conteúdo com agendas próprias, precisamos retomar a liberdade da Internet, e precisamos guardar bem nossos livros, por que nunca sabemos quando vão acender a próxima fogueira.

Pra encerrar, não custa repetir: NÃO APÓIO E NEM FAÇO APOLOGIA A PIRATARIA, NÃO FAÇO E NEM RECOMENDO QUE FAÇAM. Mas, não condeno. 😉

Livros e Futuro da Internet

O que será do amanhã? Ou por que radicalizar é necessário.

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Um ministro do supremo tribunal proibiu o uso da palavra “Lula”. E também o uso da imagem de Lula como candidato, apesar de recursos ainda serem possíveis, apesar da ONU ter dito que ele deveria poder ser candidato.

 

Se não me engano até proibiu a imagem dele como apoiador da campanha.

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Lula Proibido

Um general de pijamas, candidato a vice presidente, na chapa do demente, disse que o exército não aceitaria Lula, que um “autogolpe” estaria pronto para acontecer.

Sendo que as forças armadas são, ou deveriam ser, um braço de proteção ao povo. E, caso Lula fosse eleito, essa seria a vontade do povo. Mas isso não importa ao general e seus miquinhos amestrados.

 

Aí me dizem que eu estou falando coisas muito pesadas, que estou radicalizando demais…

 

Pois eu digo que é para radicalizar o quanto antes, se ficarmos somente na passividade legalista, vamos ser atropelados por outra ditadura conservadora.

 

Vejamos os cenários:

 

No caso de uma eleição vencida por Alckmin, Marina ou Meirelles teremos um FHC 2, mas dessa vez com todos os fascistas fora do armário e se achando com liberdade para fazerem o que quiserem. E tenho certeza de que nenhum dos 3 frouxos mencionados acima não vão fazer nada sobre isso, mesmo por que, se fizerem é golpe na certa. Já que golpearam Dilma e o povo nada fez além de protestos pacíficos.

 

No caso de vitória de Haddad, acho que teremos um golpe antes da posse, afinal, o general senil já deixou essa promessa de campanha. E o judiciário já se posicionou contra o povo e a esquerda desde antes do golpe, desde o “domínio do fato” só não enxergou quem não quis ver.

 

E nem me peçam para pensar em uma vitória legítima do bozo demente. Não acredito que isso possa acontecer.

 

Enfim, pensem em o que vai acontecer com a esquerda e o povo em cada um desses cenários aí… Tô errado em falar em radicalização? Em pensar em Marighela, Dilma, Araguaia?

 

Se não radicalizar, o povo e a esquerda vão ser exterminados! E não vai adiantar acordar quando for tarde demais. Aí vão ser mais 20 anos de ditadura de novo??

 

Eu não quero isso no meu futuro.

 

O que será do amanhã? Ou por que radicalizar é necessário.

Manifesto pela União e a Ameaça Comunista

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Já estava com a ideia desse texto há algum tempo na cabeça, e agora que o candidato Cabo Daciolo conseguiu unir toda a esquerda em torno da linda ideia da URSAL, o momento é mais do que oportuno para falar sobre o papel da esquerda, as várias esquerdas e a sua união, ou nao.

 

URSAL e a fonte das melhores ideias esquerdistas

 

Vamos começar falando sobre URSAL, que ideia linda e maravilhosa, um verdadeiro sonho! Não preciso entrar nos detalhes dessa proposta incrível, que seria a verdadeira solução para os problemas da América Latina!

 

O que realmente é impressionante é que isso tenha vindo da boca de Cabo Daciolo, e que, até onde soube, tenha se originado de um delírio olavete. Isso me lembra todas as acusações loucas que foram feitas contra a esquerda no período pré-golpe e durante o golpe também… Tanto foi dito, sem prova alguma. Falaram que a esquerda estava doutrinando os jovens via educação, que existia um complô para espalhar “ideologia de gênero”, que existia uma Ameaça Comunista, que tinha aparelhamento do Estado, que as mais variadas figuras eram comprovados comunistas( e como teve liberal que entrou sem saber nessa lista), entre outras sandices defecadas pelas bocas de mbl e seus acéfalos seguidores.

 

Agora a grande conspiração é a URSAL.

 

Hoje, após a queda de Dilma e as vésperas de mais uma eleição pautada por uma indústria de comunicação que só olha para a direita, eu penso que teria sido bom que tivessem doutrinado os jovens, para não seguirem esses dementes, seria bom que uma Ameaça Comunista fosse real e acontecesse, seria ótimo mandar vários desses idiotas para o Gulag Canavieiro, seria orgásmico ter um Estado Vermelho, um judiciário progressista, um congresso que realmente representasse o povo e seus anseios e desejos e a vida seria linda se toda a América Latina fosse unida sob um governo progressista.

 

Diante disso tudo, tenho que dizer isso: A direita louca é a fonte das melhores ideias para a esquerda!

Se tivéssemos  feito tudo o que disseram que íamos  fazer, a URSAL já poderia ser uma realidade!

 

O caminho da legalidade e o caminho do progresso.

 

Por que a Esquerda, recebendo todas essas boas ideias dos nossos inimigos, logo que fonte, não executou todas essas ações em direção ao progresso?

 

Por que a Esquerda Brasileira segue um caminho de legalidade, em que confia-se nas leis e nas instituições para a manutenção do Estado Democrático de Direito, o que não é errado, pelo contrário, seria corretíssimo, não fosse o fato de que a direita ignora totalmente qualquer lei e instituição para conseguir seus objetivos, e se considerarmos que, infelizmente, as leis e instituições já operam sob a lógica capitalista, quem paga mais leva o sistema a seu favor, e isso é perfeito para a direita neoliberal.

 

Em todas as épocas em que se teve disputas por direitos humanos, pela conquista e pela garantia deles, houve luta.

Existe uma imagem que já compartilhei algumas vezes que diz que a escravidão era legal, o nazismo era legal e o apartheid era legal, a luta pelos direitos não pode ser legalista, por que a exploração e o abuso sempre dão um jeito de serem legalizados, e bem mais rápido do que os direitos.

 

Com isso não quero desmerecer o papel dos legalistas e reformistas, uma coisa que a esquerda brasileira precisa fazer para ontem é parar de julgar e dividir a si mesma. É preciso entender que toda a esquerda, desde a galera mais alinhada ao centro quanto a extrema esquerda tem o mesmo objetivo: o progresso dos direitos. Não pode existir uma briga entre reformistas e revolucionários, se, no fim das contas o objetivo é o mesmo. A briga tem que ser entre esquerda e direita, progressistas e conservadores, capitalistas e explorados.

Mas, para isso acontecer, é urgente a necessidade de uma reeducação da esquerda, para que todos possam reconhecer o papel de todos na mesma luta.

A esquerda tem que ser representada em todos os fóruns em que se discute e decide o futuro do povo. É necessário desembargadores, juízes e advogados legalistas de esquerda, presidente, ministros, senadores, deputados, governadores,prefeitos e vereadores de esquerda, tentando o avanço dos direitos pela via legal, eleitoral e democrática, candidatos, mesmo que não se elejam, mas que sejam de esquerda radical, pois a mesma precisa de representatividade e de pautar os assuntos progressistas na política nacional, partidos, grupos, pessoas dispostas a fazer o trabalho clandestino, a buscar a justiça com as próprias mãos, buscar a revolução, por que não é só dentro da lei que se conquistam direitos e pessoas comuns com consciência de classe, que todos possam entender que capitalismo = exploração.

 

Mas para chegarmos nessa utopia é preciso um grande trabalho de compreensão e entendimento dentro da esquerda. O amiguinho revolucionário panfletário precisa entender que a ciranda tem seu papel na luta, mesmo que seja para arregimentar novas pessoas para o progressismo, não dá mais para ficar julgando a atuação do outro, apenas respeitar seu espaço e seu papel na luta. Todos estamos no mesmo barco, nos dividir é o objetivo do inimigo.

 

As nossas divisões.

Precisamos falar sobre as pautas identitárias.

 

A falta de instrução, educação e consciência política cria fenómenos como o pobre de direita, o negro de direita, a mulher de direita, entre outros,ou seja, o explorado que apoia o explorador.

 

Brizola uma vez disse que se a globo era a favor de alguma coisa, nós seríamos contra, porém, um dos principais truques que garantem a sobrevivência do capitalismo é a absorção de tudo, inclusive de alguns valores progressistas, e isso engana muita gente.

O capitalismo só permite a existência de certas pautas as corrompendo.

Eu entendo e apoio o argumento sobre representatividade, mas achar que só por que uma pessoa que faz parte de determinada etnia ou orientação sexual aparece em um programa ou em um comercial, não muda a mensagem nociva que o mesmo transmite, é apenas o uso da imagem de um grupo em favor do lucro de algum capitalista safado.

 

As pessoas precisam entender que além das lutas identitárias, devemos sempre combater o capitalismo, pois esse é o maior gerador de desigualdades, e graças a desigualdades criadas e mantidas pelo capitalismo que preconceitos conseguem se perpetuar na mente do coletivo, mesmo porque preconceitos só servem para dividir, e, como disse acima, nos dividir é o objetivo do inimigo.

 

Conclusão e a Ameaça Comunista

 

Que fique claro:

 

Os inimigos verdadeiros são os capitalistas (exploradores), conservadores e direitistas. (Um bocado de redundância aí, mas é bom explicitar tudo.)

 

Todos que estão dentro do espectro progressista de pensamento contribuem de sua maneira para a luta e seu papel não deve ser desvalorizado ou colocado no papel do inimigo. A esquerda tem que se unir em prol do seu objetivo comum.

 

A luta pelos direitos não pode ser apenas legalista, se faz necessário, sempre e mais do que nunca, a atuação na clandestinidade, na ilegalidade, porque senão os agentes do atraso acham que podem fazer o que quiserem. Falta ameaça aos senadores e deputados golpistas, aos juízes de todas as instâncias que autorizam golpes e rasgam a constituição, aos empresários safados que enriquecem explorando o povo e aos meios de comunicação que se dedicam a enganar o povo.

 

Os grupos identitários nunca podem perder de vista o verdadeiro inimigo, e não devem se contentar com migalhas enganosas jogadas pelo sistema.

 

Por fim, que sejamos tão radicais quanto dizem. A ideia da Ameaça Comunista existe desde que se ouviu falar na Revolução Soviética por aqui, mas essa “ameaça” nunca realmente ameaçou o sistema, foi apenas mais uma enganação do inimigo. Pois bem, minha proposta é que a Ameaça Comunista realmente exista, com esse nome mesmo, e tome ações, legais e ilegais na luta pelos direitos e contra o capitalismo. Chega de inércia, hora da ação!

E que essa Ameaça se espalhe por todo o mundo!

Manifesto pela União e a Ameaça Comunista

Olá, mundo!

Olá, mundo…rs Gostei desse título que o WordPress dá para a primeira postagem, vou manter…

Seguindo dicas do próprio WordPress, vou começar com uma breve apresentação:

O que/Quem é o Comentarista da Vida?

O Comentarista da Vida, nesse momento, são 3 coisas: Uma pessoa, um “cargo” e um blog. Vou explicar de trás pra frente…

O blog é esse aqui que você acessou, um meio de transmitir as minhas ideias e imagino que futuramente terei outros Comentaristas por aqui também..

O “cargo”(se posso chamar assim) está mais para uma vocação, um bizarro talento para comentar absolutamente tudo sobre a vida cotidiana daqui, dali e do mundo.

Quanto a pessoa, estou falando desse que vos escreve, obviamente.. Bem, eu sou do RJ, tenho entre 25 e 30 anos e sempre tenho algo a dizer, apesar de me calar de propósito inúmeras vezes… Já fui acusado de perder o amigo, mas não perder a piada, sou uma companhia nem tão interessante para ver um filme, já que eu acabo comentando o mesmo, e já atrapalhei inúmeras pessoas que desavisadamente sentaram ao meu lado durante aulas. Aos poucos vou dando mais detalhes sobre mim, mas por enquanto fico só nisso mesmo, por que ainda to pensando em como vai funcionar isso aqui…

Mas, acho que vai ser legal, leiam aí e comentem, vamos trocar umas ideias e ver o que acontece.

Até a próxima.

Olá, mundo!

A construção de uma Frente Ampla Democrática: L.A.Gomez de Souza

Leonardo Boff

Luiz Alberto Gomez de Souzaé um dos nossos mais brilhantes intelectuais católicos. Militou nos movimentos universitários católicos. Exilou-se. Ao voltar, junto com o Betinho, se dedicou a um processo de conscientização da sociedade civil. Possui boa formação teológica, a ponto de a PUC-SP dar-lhe um doutor honoris causa em Ciências da Religião. Publicou vários livros importantes sobre a relação da Igreja em diálogo com o mundo moderno, sobre o Concílio Vaticano II e inumeráveis e excelentes artigos de reflexão política e ética. Trabalhou em vários organismos internacionais como a FAO e outros. No Brasil foi diretor do CERIS da CNBB e na Universidade Cândido Mendes coordenava um centro de altos estudos de diálogo fé e ciências. Publicamos este artigo por ser objetivo e por manter viva a esperança que nasce de uma espiritualidade de características evangélicas e cristãs. LBoff

Nas últimas semanas, vivemos um certo movimento de tomada de…

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A construção de uma Frente Ampla Democrática: L.A.Gomez de Souza